{"id":698,"date":"2021-11-21T19:50:22","date_gmt":"2021-11-21T22:50:22","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/?post_type=project&#038;p=698"},"modified":"2021-12-06T14:51:28","modified_gmt":"2021-12-06T17:51:28","slug":"o-impacto-da-geracao-distribuida-na-justica-climatica","status":"publish","type":"project","link":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/materias\/o-impacto-da-geracao-distribuida-na-justica-climatica\/","title":{"rendered":"O impacto da Gera\u00e7\u00e3o Distribu\u00edda na justi\u00e7a clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;@ET-DC@eyJkeW5hbWljIjp0cnVlLCJjb250ZW50IjoicG9zdF9jYXRlZ29yaWVzIiwic2V0dGluZ3MiOnsiYmVmb3JlIjoiIiwiYWZ0ZXIiOiIiLCJsaW5rX3RvX3Rlcm1fcGFnZSI6Im9mZiIsInNlcGFyYXRvciI6IiB8ICIsImNhdGVnb3J5X3R5cGUiOiJwcm9qZWN0X2NhdGVnb3J5In19@&#8221; subhead=&#8221;@ET-DC@eyJkeW5hbWljIjp0cnVlLCJjb250ZW50IjoicG9zdF90aXRsZSIsInNldHRpbmdzIjp7ImJlZm9yZSI6IiIsImFmdGVyIjoiIn19@&#8221; background_overlay_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.6)&#8221; content_max_width=&#8221;60%&#8221; content_max_width_tablet=&#8221;100%&#8221; content_max_width_phone=&#8221;100%&#8221; content_max_width_last_edited=&#8221;on|tablet&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _dynamic_attributes=&#8221;background_image,title,subhead,content&#8221; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; title_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; title_font_size=&#8221;18px&#8221; content_font=&#8221;|600|||||||&#8221; content_font_size=&#8221;18px&#8221; subhead_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; subhead_font_size=&#8221;38px&#8221; subhead_line_height=&#8221;1.1em&#8221; background_image=&#8221;@ET-DC@eyJkeW5hbWljIjp0cnVlLCJjb250ZW50IjoicG9zdF9mZWF0dXJlZF9pbWFnZSIsInNldHRpbmdzIjp7fX0=@&#8221; parallax=&#8221;on&#8221; custom_padding=&#8221;15vh||15vh||true|false&#8221; custom_css_title=&#8221;color: #759e29 !important;||background-color: #000;||display: inline;||padding: 2px 7px;&#8221; custom_css_subtitle=&#8221;margin-top:15px;||margin-bottom:15px;&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549%22:%91%22title_text_color%22%93}&#8221;]@ET-DC@eyJkeW5hbWljIjp0cnVlLCJjb250ZW50IjoicG9zdF9leGNlcnB0Iiwic2V0dGluZ3MiOnsiYmVmb3JlIjoiIiwiYWZ0ZXIiOiIiLCJ3b3JkcyI6IiIsInJlYWRfbW9yZV9sYWJlbCI6IiJ9fQ==@[\/et_pb_fullwidth_header][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;2_3,1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; admin_label=&#8221;Coluna&#8221; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;30px|25px|30px|25px|true|true&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text disabled_on=&#8221;off|off|on&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font=&#8221;|600|||||||&#8221; header_4_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font_size=&#8221;20px&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; custom_padding=&#8221;40px||||false|true&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549%22:%91%22text_text_color%22,%22header_4_text_color%22%93}&#8221;]<\/p>\n<h4>M\u00e1rcia Dementshuk<\/h4>\n<p><em>Eco Nordeste<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]Um pequeno conjunto de placas solares sobre o telhado de uma casa, outro na comunidade rural, um mini sistema fotovoltaico em escolas municipais ou um projeto mais complexo para suprir de energia el\u00e9trica a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica estadual: de unidade em unidade consumidora, a pot\u00eancia instalada de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda de energia el\u00e9trica no Brasil aumentou 125% de 2019 para 2020. De 2.2 GW, foi para 5 GW; mais de 96% s\u00e3o fornecidos pelo sol, por sistemas fotovoltaicos. A maior gera\u00e7\u00e3o \u00e9 no Sudeste com 2,8 GW instalados at\u00e9 novembro de 2021. O Sul e o Nordeste est\u00e3o pr\u00f3ximos com 1,58 e 1,46 GW, respectivamente. (ANEEL\/<a href=\"https:\/\/app.powerbi.com\/view?r=eyJrIjoiZjM4NjM0OWYtN2IwZS00YjViLTllMjItN2E5MzBkN2ZlMzVkIiwidCI6IjQwZDZmOWI4LWVjYTctNDZhMi05MmQ0LWVhNGU5YzAxNzBlMSIsImMiOjR9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Base de MMGD<\/a> 04\/11\/2021).<\/p>\n<p>Na gera\u00e7\u00e3o de energia distribu\u00edda o consumidor produz sua pr\u00f3pria energia el\u00e9trica a partir de fontes renov\u00e1veis, fornece o excedente para a rede de distribui\u00e7\u00e3o de sua localidade e fica com cr\u00e9ditos para serem usados depois. O modelo contribui com o atendimento \u00e0 eletricidade no Brasil, com previs\u00e3o de aumentar sua participa\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Se o crescimento foi grande em 2020, ainda est\u00e1 longe do potencial que h\u00e1 nas cidades brasileiras, se houvesse pain\u00e9is de energia solar nos telhados dos domic\u00edlios, uma das principais aplica\u00e7\u00f5es em gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda. O estudo \u201c<a href=\"https:\/\/www.epe.gov.br\/sites-pt\/publicacoes-dados-abertos\/publicacoes\/PublicacoesArquivos\/publicacao-227\/topico-416\/03.%20Potencial%20de%20Recursos%20Energ%C3%A9ticos%20no%20Horizonte%202050%20(NT%20PR%2004-18).pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Potencial dos Recursos Energ\u00e9ticos no Horizonte 2050<\/a>\u201d executado pela Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), comprova que, se os telhados residenciais em condi\u00e7\u00f5es fossem usados como micro usinas fotovoltaicas, \u201ctodos os estados teriam condi\u00e7\u00f5es de suprir seu consumo el\u00e9trico residencial de forma integral\u201d. O potencial de energia em todo o Brasil seria 2,3 vezes maior que o consumo, sem a necessidade de mudar a estrutura da edifica\u00e7\u00e3o das casas.<\/p>\n<p>O analista de Pesquisa Energ\u00e9tica da EPE, Gabriel Konzen avalia que, mesmo com o crescimento do consumo, ainda haveria margem para o atendimento, pois, mesmo que o consumo aumente, tamb\u00e9m cresce o n\u00famero de domic\u00edlios e, logo, de telhados para novas instala\u00e7\u00f5es fotovoltaicas.<\/p>\n<p>No ano de 2020, a Micro e Minigera\u00e7\u00e3o Distribu\u00edda (MMGD) solar foi a fonte que mais teve inser\u00e7\u00e3o no Brasil, acima de qualquer outra fonte, incluindo plantas de gera\u00e7\u00e3o de grande porte. Nos quatro cen\u00e1rios compostos para o <a href=\"https:\/\/www.epe.gov.br\/sites-pt\/publicacoes-dados-abertos\/publicacoes\/PublicacoesArquivos\/publicacao-607\/topico-591\/Caderno_MMGD_Baterias_vfinal.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plano Decenal de Expans\u00e3o de Energia 2031<\/a>, considerando a manuten\u00e7\u00e3o das regras vigentes e as que est\u00e3o em discuss\u00e3o, a proje\u00e7\u00e3o da capacidade instalada de MMGD para 2031 \u00e9 entre 22,8 GW, a 41,6 GW.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o quer reduzir a conta de energia em casa, na empresa, no trabalho rural? Esse \u00e9 um dos insumos que mais pesam nas atividades do setor produtivo e, dependendo da situa\u00e7\u00e3o, faz o empreendedor desistir. Normalmente, o custo para instalar um sistema fotovoltaico \u00e9 recuperado com a economia na conta de luz. O retorno demora, em m\u00e9dia, 4 anos. Os equipamentos n\u00e3o precisam de manuten\u00e7\u00e3o complicada e os itens mais caros funcionam bem por mais de duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Em 2020, no Brasil, foram aplicados R$ 10,4 milh\u00f5es em MMGD, 97% em energia solar (EPE\/Painel de Dados). A maior motiva\u00e7\u00e3o legal para os consumidores decidirem fazer esses investimentos foi a <a href=\"http:\/\/www2.aneel.gov.br\/cedoc\/ren2012482.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Resolu\u00e7\u00e3o Normativa N\u00b0 482 da Aneel<\/a>, que come\u00e7ou a vigorar em 2012. Possibilitou aos consumidores gerar sua pr\u00f3pria energia e operar junto \u00e0 distribuidora local. Mesmo que o sistema de energia solar seja individual, ele deve estar conectado ao sistema p\u00fablico de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ficou permitido gerar energia em um lugar e consumir em outro; ser dividido em v\u00e1rias resid\u00eancias, em condom\u00ednios; ou compartilhar, por meio de cons\u00f3rcios ou em cooperativas. O modelo de compensa\u00e7\u00e3o de energia brasileiro \u00e9 um dos mais favor\u00e1veis no mundo: quando h\u00e1 sol, a energia gerada entra na rede p\u00fablica e o consumidor ganha cr\u00e9ditos do excedente para us\u00e1-los quando n\u00e3o h\u00e1 sol. Os cr\u00e9ditos podem ser consumidos num prazo de 60 meses.<\/p>\n<p>Em 2015, a Aneel melhorou as informa\u00e7\u00f5es e ajustou alguns procedimentos com a <a href=\"http:\/\/www2.aneel.gov.br\/cedoc\/ren2015687.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Resolu\u00e7\u00e3o N\u00ba 687<\/a> e, atualmente, tramita no Congresso Nacional o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/prop_mostrarintegra?codteor=2062762&amp;filename=Tramitacao-PL+5829\/2019\">Projeto de Lei N \u00ba 5829\/2019<\/a> que estipula cobran\u00e7as de taxas para os novos consumidores gradualmente. A proposta \u00e9 que eles comecem a pagar por 15% dos custos associados \u00e0 energia el\u00e9trica. Consumidores antigos, ou os que instalarem em at\u00e9 um ano depois da lei em vigor, ficar\u00e3o isentos at\u00e9 2045. Mesmo com todas as novas tributa\u00e7\u00f5es, de acordo com especialistas, a aplica\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is solares garante reaproveitamento financeiro.[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text disabled_on=&#8221;on|on|off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font=&#8221;|600|||||||&#8221; header_4_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font_size=&#8221;20px&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; custom_padding=&#8221;40px|30px|40px|30px|true|true&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; 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header_4_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_5_font=&#8221;||||||||&#8221; header_5_text_color=&#8221;#d1d1d1&#8243; header_5_font_size=&#8221;12px&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549%22:%91%22header_4_text_color%22%93}&#8221;]<\/p>\n<h2>Painel da Gera\u00e7\u00e3o Distribu\u00edda de Energia<\/h2>\n<h5>ANEEL\/<a href=\"https:\/\/app.powerbi.com\/view?r=eyJrIjoiZjM4NjM0OWYtN2IwZS00YjViLTllMjItN2E5MzBkN2ZlMzVkIiwidCI6IjQwZDZmOWI4LWVjYTctNDZhMi05MmQ0LWVhNGU5YzAxNzBlMSIsImMiOjR9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" style=\"color: #759e29;\">Base de MMGD<\/a> 03\/12\/2021<\/h5>\n<p>UTE = Usina termel\u00e9trica<br \/>\nUFV = Usina Fotovoltaica<br \/>\nEOL = Usina E\u00f3lica<br \/>\nCGH = Central Geradora Hidrel\u00e9trica[\/et_pb_text][et_pb_code _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h3>Brasil<\/h3>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>\u00a0<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Pot\u00eancia Instalada (Kw)<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Munic\u00edpios    com GD<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Quantidade    de GD<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>UTE<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>111.089,80<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>181<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>350<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>UFV<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>7.614.975,54<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>5.389<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>677.664<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>EOL<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>14.941,10<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>42<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>71<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>CGH<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>66.851,07<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>66<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>73<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/table>\n<p>[\/et_pb_code][et_pb_code _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h3>Nordeste<\/h3>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>\u00a0<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Pot\u00eancia Instalada (Kw)<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Munic\u00edpios    com GD<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Quantidade    de GD<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>UTE<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>9.877,50<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>8<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>13<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>UFV<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>1.482.890,85<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>1.717<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>123.885<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>EOL<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>14.721,06<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>18<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>18<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>CGH<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>230,00<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>1<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>1<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/table>\n<p>[\/et_pb_code][et_pb_code _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h3>Nordeste<\/h3>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>\u00a0<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Pot\u00eancia Instalada (Kw)<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Munic\u00edpios    com GD<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Quantidade    de GD<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Alagoas<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>56.960,41<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>97<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>4.456<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Bahia<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>275.606,13<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>409<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>28.069<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Cear\u00e1<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>265.688,37<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>182<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>20.602<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Maranh\u00e3o<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>155,442,28<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>192<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>12,577<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Para\u00edba<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>141,478,20<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>214<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>10.862<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Pernambuco<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>229.633,98<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>183<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>17.043<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Piau\u00ed<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>143.260,00<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>204<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>11.901<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Rio Grande do Norte<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>169.398,78<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>164<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>14.593<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<tr><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>Sergipe<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>45.422,70<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>72<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <\/p>\n<td>3.782<\/td>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/tr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/table>\n<p>[\/et_pb_code][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;2_3,1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;30px|25px|30px|25px|true|true&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Nordeste n\u00e3o devidamente compensado<\/h2>\n<p>Uma sequ\u00eancia sem\u00e2ntica \u00e9 desencadeada quase automaticamente ao se falar em &#8220;energias renov\u00e1veis\u201d: \u201cmudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, \u201cmitiga\u00e7\u00e3o\u201d, &#8220;adapta\u00e7\u00e3o&#8221;, \u201crefugiados clim\u00e1ticos\u201d. Numa perspectiva de aquecimento global, como seria viver no Semi\u00e1rido brasileiro? Quantos dos mais de 22,5 milh\u00f5es de moradores dessa regi\u00e3o pensam nisso? (N\u00famero relativo ao antigo Censo de 2010, certamente aumentou).<\/p>\n<p>Para o advogado Rafael C\u00e9sar Coelho dos Santos, assessor Jur\u00eddico do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas, junto ao Tribunal de Contas dos Munic\u00edpios do Estado de Goi\u00e1s e integrante do F\u00f3rum Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Justi\u00e7a Socioambiental, o mesmo sol que faz o solo arder, pode ser um recurso potente para a mitiga\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a clim\u00e1tica e adapta\u00e7\u00e3o dos sertanejos \u00e0s diferentes condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas previstas pelos cientistas. \u201cPor meio da gera\u00e7\u00e3o descentralizada de energia as pessoas podem planejar a implanta\u00e7\u00e3o de um sistema fotovoltaico para ter acesso \u00e0 \u00e1gua e condi\u00e7\u00f5es de se dedicar \u00e0 atividade econ\u00f4mica, o que n\u00e3o acontece com o modelo centralizado, no qual operam as grandes usinas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Em recente artigo publicado na Revista de Direito Ambiental (Revista dos Tribunais, 103), Rafael Coelho esclarece que, apesar de sediarem as maiores usinas de energia fotovoltaica e e\u00f3lica do Brasil e at\u00e9 da Am\u00e9rica Latina, os estados nordestinos, produtores, n\u00e3o recebem o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), prejudicando as suas receitas p\u00fablicas. Ou, se recebem, \u00e9 uma parcela muito pequena, com rela\u00e7\u00e3o ao montante gerado. Isso acontece porque, de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o imposto \u00e9 cobrado no lugar onde a energia \u00e9 consumida. Como a demanda nos estados do Nordeste \u00e9 menor, comparada a estados do Centro-Sul, a maior parte da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 destinada para comercializa\u00e7\u00e3o interestadual.<\/p>\n<p>Os estados tamb\u00e9m n\u00e3o recebem royalties, ou qualquer compensa\u00e7\u00e3o financeira pela gera\u00e7\u00e3o de energia, como nos estados com hidrel\u00e9tricas e produtores de petr\u00f3leo. Uma desvantagem tamb\u00e9m causada pela desatualiza\u00e7\u00e3o na Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p>Esse estudo contou com informa\u00e7\u00f5es sobre o valor das opera\u00e7\u00f5es interestaduais feitas pelas usinas operando no Rio Grande do Norte, obtidas pelo deputado estadual do RN, George Soares. A pedido da Frente Parlamentar de Apoio \u00e0s Energias Renov\u00e1veis, a Secretaria de Tributa\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Norte calculou poss\u00edveis perdas de ICMS, nesse caso. Os valores s\u00e3o crescentes: de R$ 118 mil em 2013, saltou para R$ 8 milh\u00f5es em 2015. \u201cImagine hoje, com o aumento de parques que entraram em opera\u00e7\u00e3o!\u201d, levanta Rafael Coelho.<\/p>\n<p>Mas, se grandes empreendimentos contam com altos investimentos, o custo de um conjunto fotovoltaico \u00e9 inacess\u00edvel para moradores de estados nordestinos cujo IDHM \u00e9 inferior \u00e0 m\u00e9dia nacional. Por isso, institui\u00e7\u00f5es internacionais em parceria com organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e Estados t\u00eam atendido uma fra\u00e7\u00e3o pequena dessa car\u00eancia, mas o suficiente para mostrar resultados consider\u00e1veis.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/barragem.jpg&#8221; alt=&#8221;A falta de chuva impacta diretamente a gera\u00e7\u00e3o de energia | Foto: Maristela Crispim \/ Eco Nordeste&#8221; title_text=&#8221;Barragem Boa Vista enche e moradores precisam trazer a bomba para a margem&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]<\/p>\n<p>Barragem Boa Vista enche e moradores precisam trazer a bomba para a margem<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Ter \u00e1gua n\u00e3o basta.<br \/>\u00c9 preciso energia para consumir<\/h2>\n<p>Se n\u00e3o fosse pela energia el\u00e9trica gerada por placas fotovoltaicas, de forma aut\u00f4noma, as 33 fam\u00edlias da Vila Rural Irapu\u00e1 I, em S\u00e3o Jos\u00e9 de Piranhas, no Sert\u00e3o da Para\u00edba, n\u00e3o teriam \u00e1gua suficiente para plantar e amenizar a sede dos animais, mesmo que a vila esteja a 6 km da barragem Boa Vista, abastecida pelas \u00e1guas do Rio S\u00e3o Francisco. E ainda, por ironia, a vila ter sido constru\u00edda pelo Projeto de Integra\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, a transposi\u00e7\u00e3o, para acomodar agricultores que teriam as terras submersas com a chegada das \u00e1guas.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria dessa vila mostra que ter \u00e1gua n\u00e3o basta, a n\u00e3o ser que os moradores atuais carregassem baldes na cabe\u00e7a ou em lombo de jegue por 12 km, seis de ida, com baldes vazios e seis de volta, cheios, como seus antepassados faziam no s\u00e9culo passado. N\u00e3o \u00e9 o tipo de conformismo ao qual se rendem os descendentes que seguem na terra onde nasceram, enfrentando per\u00edodos prolongados de seca.<\/p>\n<p>A tecnologia avan\u00e7a e apresenta solu\u00e7\u00f5es. A transposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma delas. No Eixo Norte, a \u00e1gua \u00e9 captada em Pernambuco, percorre cerca de 250 km em canais artificiais, vencendo a gravidade de relevos mais altos gra\u00e7as a enormes esta\u00e7\u00f5es de bombeamento. Finalmente, na \u00faltima semana de outubro de 2021 os moradores pr\u00f3ximos \u00e0 barragem Boa Vista se apressaram para testemunhar a for\u00e7a da vaz\u00e3o com que o Rio S\u00e3o Francisco des\u00e1gua no sert\u00e3o da Para\u00edba.<\/p>\n<p>Mas, na Vila Produtiva Rural Irapu\u00e1 I, a \u00e1gua pot\u00e1vel n\u00e3o vem da transposi\u00e7\u00e3o. Sai nas torneiras das casas por causa do sol. A comunidade conta com um conjunto de placas fotovoltaicas que gera energia para alimentar a bomba hidr\u00e1ulica que puxa a \u00e1gua de um po\u00e7o at\u00e9 as caixas d\u2019\u00e1gua. Se os moradores tivessem que pagar o custo total dessa energia, teriam bem menos \u00e1gua \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Quem conta essa hist\u00f3ria \u00e9 Francisco de Assis Alves de Lima, atual presidente da Associa\u00e7\u00e3o do Desenvolvimento Comunit\u00e1rio dos Moradores da Vila Produtiva Rural Irapu\u00e1 I, e Dami\u00e3o Fernandes, o presidente anterior.<\/p>\n<p>As fam\u00edlias se mudaram para a Vila em 2016, as obras da transposi\u00e7\u00e3o estavam em andamento e o Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o, \u00e0 \u00e9poca, providenciava o abastecimento de \u00e1gua por caminh\u00e3o-pipa. Cada fam\u00edlia tinha direito a menos de mil litros por dia, pouco at\u00e9 para o consumo humano. A Companhia Estadual de \u00c1gua e Esgotos da Para\u00edba (Cagepa) foi contactada, mas alegou que o servi\u00e7o de abastecimento n\u00e3o poderia ser feito porque a localidade tinha poucos moradores (eram 31 domic\u00edlios).<\/p>\n<p>Em 2017 o Minist\u00e9rio executou uma solu\u00e7\u00e3o ao instalar uma bomba para captar \u00e1gua da barragem Boa Vista e levar at\u00e9 a vila. Montou uma pequena esta\u00e7\u00e3o de tratamento na Vila, pois a \u00e1gua da barragem n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es para consumo humano. Mas o custo dos insumos e a energia el\u00e9trica eram invi\u00e1veis para as fam\u00edlias. Unidos, os moradores decidiram perfurar um po\u00e7o artesiano e, por sorte, havia \u00e1gua boa no subsolo. Mas a energia para deixar a bomba funcionando ainda era um entrave.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 est\u00e1vamos em 2018. Nessa \u00e9poca o Cersa fez uma visita e apresentou solu\u00e7\u00f5es em energia solar\u201d, conta Dami\u00e3o. O Cersa \u00e9 o Comit\u00ea de Energia Renov\u00e1vel do Semi\u00e1rido, do qual v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es participam e em sete anos de atua\u00e7\u00e3o j\u00e1 implantaram dezenas de sistemas fotoviltaicos, por meio de doa\u00e7\u00f5es . \u201cEles n\u00e3o sabiam do nosso problema. Eu conversei com o C\u00e9sar (N\u00f3brega, coordenador) e ele falou em parcerias e em fazermos um projeto. Em dezembro de 2018 o sistema estava instalado, com 10 placas\u201d, conclui.<\/p>\n<p>As placas foram doadas por institui\u00e7\u00f5es parceiras do Cersa, dentre elas o Misereor, obra episcopal da Igreja Cat\u00f3lica da Alemanha. No in\u00edcio, supria totalmente o abastecimento para a Vila. Mas, com \u00e1gua e energia, as fam\u00edlias aumentaram as planta\u00e7\u00f5es, o n\u00famero de animais e o consumo. Atualmente, a economia na energia \u00e9 em torno de 40%. \u201cEstamos conversando com os moradores para aumentar o n\u00famero de placas, mas o pre\u00e7o \u00e9 alto\u201d, destaca Assis, revelando outro problema: \u201cprecisaremos de um transformador na linha de transmiss\u00e3o. J\u00e1 fizemos o requerimento e estamos aguardando o atendimento\u201d.<\/p>\n<p>O saldo comput\u00e1vel nessa hist\u00f3ria \u00e9 social: seguran\u00e7a h\u00eddrica e, consequentemente, alimentar.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/mamao.jpg&#8221; alt=&#8221;A falta de chuva impacta diretamente a gera\u00e7\u00e3o de energia | Foto: Maristela Crispim \/ Eco Nordeste&#8221; title_text=&#8221;mamao&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]<\/p>\n<p>Assentamento Novo Horizonte &#8211; V\u00e1rzea<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Ant\u00f4nio do Mam\u00e3o n\u00e3o \u201cse alugou\u201d<\/h2>\n<p>Ant\u00f4nio do Mam\u00e3o e outros agricultores do Assentamento Novo Horizonte, em V\u00e1rzea (PB), ouviram com aten\u00e7\u00e3o as explica\u00e7\u00f5es de C\u00e9sar N\u00f3brega e dos colegas, integrantes do Cersa, sobre a energia solar. Era 2019.<\/p>\n<p>Os assentados sa\u00edram desconfiados sobre o funcionamento da tecnologia. Mas, para Ant\u00f4nio do Mam\u00e3o, era tudo ou nada. \u201cNo meio da reuni\u00e3o, eu disse que estava quase pra parar de plantar por causa do custo da energia\u201d, contou Ant\u00f4nio Marcos Ara\u00fajo Herm\u00ednio, que deixaria de ser \u201cdo Mam\u00e3o\u201d para se tornar \u201calugado\u201d, o trabalhador sertanejo que recebe por dia de servi\u00e7o. Ele pagava R$ 285 por m\u00eas para ter energia em casa e na bomba hidr\u00e1ulica, para puxar \u00e1gua do po\u00e7o e encher a caixa. Ligava, no m\u00e1ximo, por duas horas por dia, para n\u00e3o gastar.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/mamao2.jpg&#8221; alt=&#8221;A falta de chuva impacta diretamente a gera\u00e7\u00e3o de energia | Foto: Maristela Crispim \/ Eco Nordeste&#8221; title_text=&#8221;mamao2&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio do Mam\u00e3o &#8211; Assentamento Novo Horizonte &#8211; V\u00e1rzea<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio encarou o desconhecido, aprendeu sobre placas fotovoltaicas, conversor de energia, rede el\u00e9trica e, com aux\u00edlio do Cersa, teve o projeto para uma micro usina aprovado pelos parceiros do Comit\u00ea. No fim de 2019 foi contemplado com um sistema de seis placas. Hoje, ele pode deixar a bomba o dia inteiro ligada, se quiser, e a conta de energia n\u00e3o \u00e9 mais do que R$ 21. \u201cM\u00eas passado, um vizinho, que tem um po\u00e7o, seu Heleno, ligou a bomba todos os dias. Resultado: R$ 499. J\u00e1 \u2018pensasse\u2019?\u201d<\/p>\n<p>Os vizinhos do assentamento, com 28 fam\u00edlias, est\u00e3o retomando a ideia da cooperativa de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda rural. Um grupo de 10 pessoas j\u00e1 est\u00e1 fechado. Ir\u00e3o financiar os equipamentos e contar\u00e3o com o apoio do Cersa para a instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agr\u00edcola (Fida) tamb\u00e9m financia projetos de micro e minigera\u00e7\u00e3o de energia. Por meio do Projeto Semear, em parceria com os governos estaduais, o Fida realiza estudos e incentiva a atividade rural e empreendedora no Semi\u00e1rido como vetores para o desenvolvimento regional.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Bom neg\u00f3cio para cooperativas<\/h2>\n<p>No Semi\u00e1rido paraibano, seis cooperativas que congregam agricultores familiares, criadores de animais e artes\u00e3os tiveram projetos aprovados para instala\u00e7\u00e3o de miniusinas. O valor total investido foi de R$ 1,9 milh\u00e3o. Em menos de dois anos, houve o retorno m\u00e9dio de 44% desse investimento, em economia de energia, em tr\u00eas das cooperativas. Os empreendimentos ganharam f\u00f4lego financeiro para investir e crescer.<\/p>\n<p>Em meados de 2018, a Cooperativa Produtora de Latic\u00ednios no Cariri Paraibano (Capribom) estava em crise financeira. Contratou uma consultoria que constatou o gargalo: consumo de energia. \u201cPag\u00e1vamos entre R$ 13 mil e R$ 14 mil de energia por m\u00eas. Tent\u00e1vamos economizar, colocamos um gerador a diesel, tentamos solu\u00e7\u00f5es como comprar a demanda de energia por meio de contratos com a empresa de energia para termos hor\u00e1rios com valores menores, mas a conta alt\u00edssima sempre comprometia a receita\u201d, contou Francisco Rubens Rem\u00edgio, o seu Rubinho, t\u00e9cnico respons\u00e1vel e gerente de neg\u00f3cios da Capribom.<\/p>\n<p>O projeto da micro usina foi executado em 2019. Naquele per\u00edodo, a conta de energia caiu para R$ 1 mil mensais. \u201cDecidimos empregar essa economia em coisas que dariam rentabilidade para Cooperativa: compramos um caminh\u00e3o refrigerado.\u201d Foi assim que a Capribom teve f\u00f4lego para atravessar o 2020 de pandemia e em 2021 fechou novos contratos para fornecer os produtos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante encontrar solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis para que eles (produtores no Semi\u00e1rido) possam usar as tecnologias de transforma\u00e7\u00e3o e, dessa maneira, realizar a inser\u00e7\u00e3o na economia\u201d, analisa Claus Reiner, diretor do Fida para o Brasil.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Resili\u00eancia Clim\u00e1tica em Comunidades Rurais do Nordeste<\/h2>\n<p>Em 2022, chegar\u00e1 a quatro estados do Semi\u00e1rido o Projeto Semeando Resili\u00eancia Clim\u00e1tica em Comunidades Rurais do Nordeste. \u00c9 uma proposta do Fida junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e o Minist\u00e9rio da Economia, para a capta\u00e7\u00e3o de investimentos com recursos do Green Climate Fund (GCF)\/ONU, al\u00e9m da contrapartida dos governos estaduais, que pode chegar a um total de US$ 202,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O Projeto prop\u00f5e transformar os sistemas produtivos dos agricultores familiares para melhorar sua capacidade para enfrentar os desafios cont\u00ednuos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cDevemos apoiar 250 mil fam\u00edlias. Dentro desse projeto planejamos sistemas de biodigestores, de pain\u00e9is solares, entre outros. \u00c9 uma resposta \u00e0 demanda atual dessas pequenas associa\u00e7\u00f5es e cooperativas\u201d, explica Reiner.<\/p>\n<p>Gabriel Konzen, analista de Pesquisa Energ\u00e9tica da EPE, ressalta que h\u00e1 linhas de financiamento subsidiadas e isen\u00e7\u00e3o de impostos sobre equipamentos e sobre a gera\u00e7\u00e3o que oferecem incentivo para a Gera\u00e7\u00e3o Distribu\u00edda no Brasil. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) \u201coferece taxas de financiamento subsidiadas para essa classe de consumidores, permitindo financiar sistemas de energia renov\u00e1vel\u201d. Linhas com taxas na faixa de 3% ao ano., com at\u00e9 10 anos para pagar, com 5 anos de car\u00eancia.<\/p>\n<p>O Banco do Nordeste (BNB) oferece o FNE Sol, \u201cuma linha de cr\u00e9dito para o financiamento de sistemas de micro e minigera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda de energia por fontes renov\u00e1veis, direcionadas \u00e0s empresas, produtores rurais ou pessoas f\u00edsicas. No site <a href=\"https:\/\/renovasemiarido.insa.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">renovasemiarido.insa.gov.br<\/a> h\u00e1 um levantamento sobre outras possibilidades de financiamento.[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/viviane.jpg&#8221; alt=&#8221;A falta de chuva impacta diretamente a gera\u00e7\u00e3o de energia | Foto: Maristela Crispim \/ Eco Nordeste&#8221; title_text=&#8221;Viviane Moura &#8211; superintendente de Parcerias e Concess\u00f5es do Piau\u00ed &#8211; 1&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]Viviane Moura &#8211; superintendente de Parcerias e Concess\u00f5es do Piau\u00ed[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Oportunidade na gest\u00e3o p\u00fablica<\/h2>\n<p>Com o emprego da l\u00f3gica da gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, no Estado do Piau\u00ed emerge uma solu\u00e7\u00e3o para suprir a demanda de energia el\u00e9trica da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, reduzir despesas e garantir o insumo para novos projetos estrat\u00e9gicos de desenvolvimento.<\/p>\n<p>O plano \u00e9 construir oito mini usinas de energia solar fotovoltaica com gera\u00e7\u00e3o de 5 MW em cada uma, e est\u00e1 em andamento por meio de Parceria P\u00fablico Privada (PPP). \u201cObservando o cen\u00e1rio a partir dos fatos gerados pelo governo federal, desenvolvemos um projeto para que o pr\u00f3prio governo estadual se beneficie dessa fonte de energia, desse insumo, que temos de forma natural\u201d, revela a superintendente de Parcerias e Concess\u00f5es, Viviane Moura.<\/p>\n<p>\u00c9 o Plano de Desenvolvimento do Estado do Piau\u00ed, com base na gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica a partir de fontes renov\u00e1veis. O setor privado entra com o capital para a constru\u00e7\u00e3o das usinas, tem a fun\u00e7\u00e3o de oper\u00e1-las e mant\u00ea-las e fazer a gest\u00e3o do cr\u00e9dito. A primeira licita\u00e7\u00e3o para a sele\u00e7\u00e3o das concession\u00e1rias foi realizada em meio \u00e0 pandemia, em 2020. Os cons\u00f3rcios Energia Sustent\u00e1vel, Energia Sustent\u00e1vel do Piau\u00ed e o GM-Energia ser\u00e3o os respons\u00e1veis pelo empreendimento. A previs\u00e3o de investimentos \u00e9 de mais de R$ 150 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s de pagar \u00e0 distribuidora, o Estado pagar\u00e1 o servi\u00e7o \u00e0 concession\u00e1ria da PPP e estabelece um regime de colabora\u00e7\u00e3o onde o privado ajuda com aporte de recurso financeiro para prover infraestrutura e entregar servi\u00e7os.<\/p>\n<p>De acordo com Viviane Moura, a economia total para o Estado do Piau\u00ed ser\u00e1 cerca de 23%. Atualmente, o Estado consome, em m\u00e9dia, 58 milh\u00f5es de KW por ano e paga uma m\u00e9dia de R$ 46 milh\u00f5es. As usinas produzir\u00e3o, em m\u00e9dia, 62,4 milh\u00f5es de KW por ano e o Estado pagar\u00e1 R$ 36 milh\u00f5es pela energia, al\u00e9m de acumular 4 milh\u00f5es de KW, que ser\u00e3o usados em projetos do governo. \u201cE teremos uma estabilidade nos valores que ser\u00e3o pagos pela energia, pois est\u00e3o acordados em contratos de at\u00e9 30 anos\u201d, ressalta Viviane.<\/p>\n<p>O projeto tem um potencial de gerar cr\u00e9ditos de carbono no valor de quase R$ 1 bilh\u00e3o, em 30 anos. Estudos j\u00e1 foram feitos em duas unidades a serem constru\u00eddas nos munic\u00edpios Altos e Campo Maior. Somando a capacidade das duas, o executivo estadual deixar\u00e1 de emitir 12 mil toneladas de gases t\u00f3xicos ao ano.<\/p>\n<p>\u201cA percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o ao que est\u00e1 sendo constru\u00eddo ainda n\u00e3o \u00e9 muito clara; primeiro, porque a micro e minigera\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o s\u00e3o comuns no Estado, a popula\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o domina o assunto. \u00c9 um desafio explicar o que significa esse projeto, do ponto de vista de gerar economia e liberar recursos do governo para utilizar em outros projetos. O que est\u00e1 mais claro para as pessoas \u00e9 a oportunidade de emprego e de qualifica\u00e7\u00e3o\u201d, informa Viviane Moura. Est\u00e3o previstos cerca de 640 empregos durante a constru\u00e7\u00e3o das miniusinas.<\/p>\n<p>A PPP est\u00e1 implantando, em conjunto com a Universidade Estadual do Piau\u00ed (Uespi), o N\u00facleo de Forma\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Energias Renov\u00e1veis do Piau\u00ed, um espa\u00e7o de pesquisa, forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e de transforma\u00e7\u00e3o educacional. O n\u00facleo ser\u00e1 estruturado com laborat\u00f3rios pr\u00e1ticos na \u00e1rea de energia e em telecomunica\u00e7\u00f5es, pr\u00e1ticas em redes e fibra \u00f3ptica, por exemplo.<\/p>\n<p>Esse modelo de neg\u00f3cio, na avalia\u00e7\u00e3o do advogado Rafael Coelho, coloca os estados como participantes do mercado descentralizado de energia e fortalece a atividade. \u201cPode mudar a forma como a oportunidade da gera\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria \u00e9 percebida pela sociedade.\u201d<\/p>\n<p>\u201cOs estados da regi\u00e3o Nordeste n\u00e3o t\u00eam, at\u00e9 hoje, se beneficiado de maneira a receber receita tribut\u00e1ria das grandes usinas de produ\u00e7\u00e3o de energias renov\u00e1veis. Com esse tipo de iniciativa, eles podem reduzir despesa e ter o insumo para projetos. O caminho \u00e9 esse\u201d, anima-se.<\/p>\n<p>O estudo sobre o recolhimento de impostos pelos estados da gera\u00e7\u00e3o de energia, feito por Rafael Coelho e citado na parte inicial desta reportagem, aplica-se tamb\u00e9m ao Piau\u00ed. No Sul desse estado, em S\u00e3o Gon\u00e7alo do Gurgu\u00e9ia, est\u00e1 a usina solar que gera o maior potencial de energia da Am\u00e9rica Latina. A capacidade total desse complexo formado por tr\u00eas se\u00e7\u00f5es ser\u00e1 mais de 2,2 TWh por ano. (1 tera watts \u00e9 igual a 1.000 giga). Contudo, mesmo tendo empregado trabalhadores durante a constru\u00e7\u00e3o, esses trabalhadores n\u00e3o s\u00e3o mais necess\u00e1rios quando as opera\u00e7\u00f5es iniciam. E os impostos, como explicou Rafael, ser\u00e3o recolhidos pelo estado que consumir\u00e1 essa energia.<\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3os p\u00fablicos no Brasil est\u00e3o empregando a gera\u00e7\u00e3o de energia da forma descentralizada, como o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), na Para\u00edba, onde foi implantado, em 2017, um sistema que atende \u00e0s quatro unidades no Estado. O Banco do Brasil inaugurou, em 2020, sua primeira miniusina de energia solar na modalidade de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, em Minas Gerais. A miniusina vai garantir o fornecimento de energia renov\u00e1vel para 100 ag\u00eancias do BB no Estado mineiro e o Banco apresentou um plano para replicar o projeto em outros estados.<\/p>\n<p>No Nordeste, na esfera municipal, a prefeitura de S\u00e3o Bento, a cidade das redes, na Para\u00edba, implantou o sistema fotovoltaico para atender as 25 escolas municipais, onde estudam cerca de 10 mil alunos. O formato de investimento foi diferente, os recursos foram do munic\u00edpio, R$ 2 milh\u00f5es. As placas foram colocadas nos telhados de oito escolas. A estimativa de economia em 10 anos ser\u00e1 de R$ 10 milh\u00f5es, com as escolas funcionando presencialmente. Todas as salas de aulas das escolas t\u00eam ar-condicionado. \u201cAgora, partimos para o plano de cobrir 100% do servi\u00e7o p\u00fablico com energia solar, at\u00e9 2024\u201d, anuncia o prefeito, Jarques L\u00facio da Silva II. O gestor aplica projetos pela redu\u00e7\u00e3o de papel, reaproveitamento de \u00e1gua e outras a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>O professor Walmeran Trindade, do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia da Para\u00edba (IFPB), defende a gest\u00e3o energ\u00e9tica municipal como pol\u00edtica p\u00fablica. \u201cDe in\u00edcio, a gera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica municipal se volta para as unidades consumidoras da estrutura administrativa e de servi\u00e7os da prefeitura (escolas, postos de sa\u00fade, ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, saneamento e administra\u00e7\u00e3o). Depois, e com o aprendizado deste exerc\u00edcio, se volta para os diversos segmentos da sociedade (residencial, comercial, industrial e rural) para estimular a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas da efici\u00eancia energ\u00e9tica e da gera\u00e7\u00e3o de eletricidade por meio de fontes renov\u00e1veis de energia\u201d, explica.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;885,886,887,888&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px|0px|-25px|false|false&#8221; auto=&#8221;on&#8221; auto_speed=&#8221;4000&#8243; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]<\/p>\n<p>Vila Irapu\u00e1 I &#8211; sistema solar e caixas d&#8217;\u00e1gua abastecem a vila<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Justi\u00e7a clim\u00e1tica: \u201co buraco \u00e9 mais embaixo\u201d<\/h2>\n<p>Justi\u00e7a clim\u00e1tica. Essa express\u00e3o teve ampla refer\u00eancia na COP26, nos discursos de quem se importa com vidas no Planeta, n\u00e3o s\u00f3 vegetal ou animal, mas principalmente humana. Na abertura, o Secret\u00e1rio-Geral da ONU, Ant\u00f3nio Guterres, se dirigiu aos l\u00edderes de quase 200 na\u00e7\u00f5es alertando que \u201cdevemos fazer mais para proteger comunidades vulner\u00e1veis dos claros e atuais perigos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n<p>As hist\u00f3rias contadas por Dami\u00e3o e Assis, na Vila Irapu\u00e1 I; pelo prefeito Jarques, de S\u00e3o Bento; por seu Rubinho, da Capribom; ou Ant\u00f4nio do Mam\u00e3o, do assentamento Nova Horizonte, mostram o que significa o apelo por \u201cfazer mais\u201d, de Guterres.<\/p>\n<p>E energia \u00e9 um insumo fundamental para produzir e gerar desenvolvimento. A professora Dra. Ric\u00e9lia Marinho Sales, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), salienta que a crise energ\u00e9tica n\u00e3o vem sozinha, tem uma rela\u00e7\u00e3o forte com a seguran\u00e7a alimentar, h\u00eddrica, da propriedade da terra, e os caminhos para as solu\u00e7\u00f5es precisam estar equilibrados, inclusive em escala nacional.<\/p>\n<p>No Brasil, a maior parte da matriz el\u00e9trica \u00e9 de base h\u00eddrica, renov\u00e1vel, portanto, a implanta\u00e7\u00e3o de grandes usinas e\u00f3licas e fotovoltaicas, no modelo centralizado de distribui\u00e7\u00e3o, vai ampliar a oferta de energia el\u00e9trica nacional gerada por recursos renov\u00e1veis, diversificando a fonte. Isso \u00e9 positivo na l\u00f3gica da economia verde, mas n\u00e3o adianta ser renov\u00e1vel se o modelo de implanta\u00e7\u00e3o \u00e9 feito com destrui\u00e7\u00e3o do ambiente natural, gerando CO2 indiretamente, ou sem justi\u00e7a socioambiental, causando impactos sociais e sendo agente de empobrecimento das comunidades.<\/p>\n<p>Estudos publicados por pesquisadores de universidades dos estados nordestinos onde essas usinas j\u00e1 operam demonstram isso. \u201cO Semi\u00e1rido \u00e9 estrat\u00e9gico na gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel, mas ele n\u00e3o pode estar no planejamento de ocupa\u00e7\u00e3o das empresas como se no territ\u00f3rio tivesse um grande vazio, sem pessoas, sem bioma, sem cultura, com problemas estruturantes que est\u00e3o na raiz de todo o processo de institucionaliza\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Pa\u00eds\u201d, reflete Ric\u00e9lia.<\/p>\n<p>A pesquisadora cita a execu\u00e7\u00e3o de projetos de gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica puramente econ\u00f4micos que jamais consideraram mudar a situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidades sociais do Semi\u00e1rido, \u201cexcluem as pessoas que cedem lugar a um processo de crescimento econ\u00f4mico em nome da diversifica\u00e7\u00e3o da matriz e de tentar resolver uma crise energ\u00e9tica\u201d.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, a justi\u00e7a clim\u00e1tica passa pela gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda de energia, uma pol\u00edtica que possibilita a apropria\u00e7\u00e3o e o emprego do conhecimento e da t\u00e9cnica para viabilizar, em \u00faltima an\u00e1lise, a sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Ric\u00e9lia tamb\u00e9m integra o Cersa e, na companhia do coordenador, C\u00e9sar N\u00f3brega, visita comunidades rurais na Para\u00edba como fonte para as pesquisas que desenvolve sobre os impactos socioambientais das usinas de energias renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s vimos que as energias renov\u00e1veis, fora do modelo centralizado, oferecem mais condi\u00e7\u00e3o de gerar emprego e renda e de trazer solu\u00e7\u00f5es para fam\u00edlias que n\u00e3o tinham um conhecimento t\u00e9cnico apropriado\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, quando pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o implementadas sem acompanhamento ou capacita\u00e7\u00e3o, terminam n\u00e3o dando certo. \u201cComo entregar pain\u00e9is solares para agricultores familiares usarem na irriga\u00e7\u00e3o. Muitos n\u00e3o conseguiram manter o painel funcionando e quando compreendemos as raz\u00f5es vimos que faltou manuten\u00e7\u00e3o, o que seria, simplesmente, a limpeza das placas\u201d.<\/p>\n<p>Outra experi\u00eancia se d\u00e1 na busca pelo di\u00e1logo com as comunidades sobre as energias renov\u00e1veis e sobre modelos que, de fato, trariam um desenvolvimento territorial, com inclus\u00e3o, que possibilitasse uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa, solid\u00e1ria e participativa.<\/p>\n<p>\u201cAs primeiras pessoas a entenderem isso foram as mulheres. A partir delas encontramos condi\u00e7\u00f5es de maior abertura para dialogar sobre novos modelos na implementa\u00e7\u00e3o de equipamentos. Elas passam a liderar o processo de transi\u00e7\u00e3o dentro de grupos comunit\u00e1rios\u201d, destaca Ric\u00e9lia.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e a Economia Verde<\/h2>\n<p>\u201cSobre \u2018modificar a matriz energ\u00e9tica\u2019, o discurso governamental \u00e9 elaborado para convencer que a nossa \u00e9 a mais limpa do mundo. N\u00e3o \u00e9 verdade\u201d, esclarece o professor Heitor Scalambrini Costa, professor, aposentado pela Universidade Federal de Pernambuco (FPE). A confus\u00e3o se d\u00e1 no emprego dos termos \u201c<a href=\"https:\/\/www.epe.gov.br\/pt\/abcdenergia\/matriz-energetica-e-eletrica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">el\u00e9trico\u201d e \u201cenerg\u00e9tico<\/a>\u201d. \u201cPor \u2018matriz el\u00e9trica\u2019 se entende o conjunto de fontes exclusivas para a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. A \u2018matriz energ\u00e9tica\u2019 \u00e9 o conjunto de fontes de energia para movimentar os carros, acender um fog\u00e3o e, tamb\u00e9m, gerar eletricidade\u201d.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a energia mais usada no Brasil, em 2020, veio do petr\u00f3leo e derivados, 33,1% (<a href=\"https:\/\/www.epe.gov.br\/pt\/publicacoes-dados-abertos\/publicacoes\/balanco-energetico-nacional-2021\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EPE &#8211; Balan\u00e7o Energ\u00e9tico Nacional 2021\/2020<\/a>). Somando o g\u00e1s natural (11,23%), o carv\u00e3o mineral (4,9%), o ur\u00e2nio (1,3%) e outras fontes n\u00e3o renov\u00e1veis (0,6%), 51,6% da energia que os brasileiros usaram em 2020 veio de fontes n\u00e3o renov\u00e1veis. O setor de transportes \u00e9 o que mais consumiu combust\u00edveis f\u00f3sseis e, de longe, foi o que mais emitiu CO<sup>2<\/sup> em 2020, associado \u00e0 matriz energ\u00e9tica: 179,8 milh\u00f5es de toneladas de CO<sup>2<\/sup> equivalente.<\/p>\n<p>\u201cO conhecimento sobre energia n\u00e3o deveria ficar limitado aos doutores. A popula\u00e7\u00e3o tem que se apropriar dessa tem\u00e1tica. As escolhas dos t\u00e9cnicos e engenheiros, as decis\u00f5es dos pol\u00edticos, v\u00e3o impactar na popula\u00e7\u00e3o\u201d, alerta Scalambrini.<\/p>\n<p>Portanto, quando se fala em transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica a discuss\u00e3o se amplia; trata-se da altera\u00e7\u00e3o de um modelo de sociedade estruturado no uso do petr\u00f3leo e derivados.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 definir qual o modelo adequado para que aconte\u00e7a induzindo um processo de inclus\u00e3o das pessoas, \u201ctanto da juventude quanto das mulheres, para buscar uma qualifica\u00e7\u00e3o de maneira que fiquem capacitados a lutarem por postos de trabalho de qualidade t\u00e9cnica\u201d, argumenta a professora Ric\u00e9lia Sales.<\/p>\n<p>\u201cSe o recurso natural est\u00e1 na terra onde a pessoa vive, e se ela pode se apropriar do processo de trabalho, isso trar\u00e1 um impacto social significativo. A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica tem que ser democratizada. \u00c9 assim que os moradores no Semi\u00e1rido brasileiro estar\u00e3o preparados para enfrentar os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e postos de trabalho ser\u00e3o preservados no campo, sem que haja a expuls\u00e3o dessas pessoas para as cidades e ainda garantindo o alimento que vir\u00e1 para a nossa mesa\u201d. Medidas, essas, que promovem \u201cexclus\u00e3o\u201d: \u201cexclus\u00e3o\u201d de pessoas das listas de refugiados clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Heitor Scalambrini complementa: \u201cTemos um modelo econ\u00f4mico, socioambiental que privilegia o consumismo. \u00c9 dif\u00edcil modificar a produ\u00e7\u00e3o dos bens materiais e a forma como s\u00e3o consumidos sem modificar os h\u00e1bitos da chamada vida moderna\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1ria uma mudan\u00e7a do sistema pol\u00edtico-econ\u00f4mico, da motiva\u00e7\u00e3o e atitudes dos governantes e, especialmente, da popula\u00e7\u00e3o. A mudan\u00e7a s\u00f3 vai ocorrer com a press\u00e3o popular. Mas o povo n\u00e3o vai pensar no clima se ele n\u00e3o tem comida para a pr\u00f3xima refei\u00e7\u00e3o. As quest\u00f5es s\u00e3o complexas e est\u00e3o interligadas\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 at\u00e9 uma quest\u00e3o filos\u00f3fica, de vida: almejamos o que e como para a humanidade? Qual nossa vis\u00e3o do mundo atual e do que vir\u00e1? A transi\u00e7\u00e3o deve ser ampla. Ter\u00edamos que partir para um ecossocialismo, ter preocupa\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas e sociais, concomitantemente, mudar o estilo de vida, de governan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Esta reportagem encerra a s\u00e9rie Energias no Nordeste, que tamb\u00e9m trata da Crise Energ\u00e9tica e das energias Nuclear, E\u00f3lica, Solar, Biomassa, Hidrog\u00eanio Verde. Muita informa\u00e7\u00e3o para voc\u00ea entender os caminhos mais seguros para a garantia da seguran\u00e7a energ\u00e9tica com menores impactos para o meio ambiente e as pessoas. N\u00e3o deixem de acompanhar![\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A gera\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de energia traz seguran\u00e7a h\u00eddrica e, por consequ\u00eancia, alimentar para os moradores do Semi\u00e1rido. Al\u00e9m disso, exemplos de uso na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica mostram como munic\u00edpios e estados podem alcan\u00e7ar autonomia energ\u00e9tica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":894,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"project_category":[159],"project_tag":[],"class_list":["post-698","project","type-project","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","project_category-descentralizacao"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project\/698","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project"}],"about":[{"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/types\/project"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=698"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project\/698\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":994,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project\/698\/revisions\/994"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/media\/894"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"project_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project_category?post=698"},{"taxonomy":"project_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project_tag?post=698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}