{"id":689,"date":"2021-11-21T19:47:33","date_gmt":"2021-11-21T22:47:33","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/?post_type=project&#038;p=689"},"modified":"2021-12-06T11:03:47","modified_gmt":"2021-12-06T14:03:47","slug":"a-que-mais-cresce-no-brasil","status":"publish","type":"project","link":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/materias\/a-que-mais-cresce-no-brasil\/","title":{"rendered":"A que mais cresce<br>no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;@ET-DC@eyJkeW5hbWljIjp0cnVlLCJjb250ZW50IjoicG9zdF9jYXRlZ29yaWVzIiwic2V0dGluZ3MiOnsiYmVmb3JlIjoiIiwiYWZ0ZXIiOiIiLCJsaW5rX3RvX3Rlcm1fcGFnZSI6Im9mZiIsInNlcGFyYXRvciI6IiB8ICIsImNhdGVnb3J5X3R5cGUiOiJwcm9qZWN0X2NhdGVnb3J5In19@&#8221; subhead=&#8221;@ET-DC@eyJkeW5hbWljIjp0cnVlLCJjb250ZW50IjoicG9zdF90aXRsZSIsInNldHRpbmdzIjp7ImJlZm9yZSI6IiIsImFmdGVyIjoiIn19@&#8221; background_overlay_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.6)&#8221; content_max_width=&#8221;60%&#8221; content_max_width_tablet=&#8221;100%&#8221; content_max_width_phone=&#8221;100%&#8221; content_max_width_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _dynamic_attributes=&#8221;background_image,title,subhead,content&#8221; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; title_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; title_font_size=&#8221;18px&#8221; content_font=&#8221;|600|||||||&#8221; content_font_size=&#8221;18px&#8221; subhead_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; subhead_font_size=&#8221;38px&#8221; subhead_line_height=&#8221;1.1em&#8221; background_image=&#8221;@ET-DC@eyJkeW5hbWljIjp0cnVlLCJjb250ZW50IjoicG9zdF9mZWF0dXJlZF9pbWFnZSIsInNldHRpbmdzIjp7fX0=@&#8221; parallax=&#8221;on&#8221; custom_padding=&#8221;15vh||15vh||true|false&#8221; custom_css_title=&#8221;color: #759e29 !important;||background-color: #000;||display: inline;||padding: 2px 7px;&#8221; custom_css_subtitle=&#8221;margin-top:15px;||margin-bottom:15px;&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549%22:%91%22title_text_color%22%93}&#8221;]@ET-DC@eyJkeW5hbWljIjp0cnVlLCJjb250ZW50IjoicG9zdF9leGNlcnB0Iiwic2V0dGluZ3MiOnsiYmVmb3JlIjoiIiwiYWZ0ZXIiOiIiLCJ3b3JkcyI6IiIsInJlYWRfbW9yZV9sYWJlbCI6IiJ9fQ==@[\/et_pb_fullwidth_header][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;2_3,1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;30px|25px|30px|25px|true|true&#8221; border_radii=&#8221;off|10px|10px||&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text disabled_on=&#8221;off|off|on&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font=&#8221;|600|||||||&#8221; header_4_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font_size=&#8221;20px&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; custom_padding=&#8221;40px||40px||true|true&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549%22:%91%22text_text_color%22,%22header_4_text_color%22%93}&#8221;]<\/p>\n<h4>Rose Serafim<\/h4>\n<p><em>Eco Nordeste<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, uma banc\u00e1ria queria climatizar a casa. No interior do mesmo Estado, a gest\u00e3o da Reserva Natural Serra das Almas precisava levar energia para uma das sedes que n\u00e3o tinha acesso \u00e0 rede p\u00fablica de distribui\u00e7\u00e3o. No interior da Para\u00edba, um grupo decidiu se unir para baratear a compra de placas solares e fornecer energia a agricultores e, em Natal (RN), um militar da reserva queria utilizar chuveiro el\u00e9trico sem ter que pagar o aumento na conta de luz.<\/p>\n<p>Em todos os casos mencionados, a solu\u00e7\u00e3o foi encontrada no uso da energia solar fotovoltaica, aquela produzida a partir do calor e da luz do Sol. No modelo, quanto maior a radia\u00e7\u00e3o solar nas placas fotovoltaicas, maior ser\u00e1 a quantidade de energia el\u00e9trica produzida. O modelo \u00e9 visto como alternativo, \u201climpo\u201d e renov\u00e1vel. A ades\u00e3o \u00e0 energia solar tem crescido exponencialmente no Brasil, nos \u00faltimos anos. Contudo, o uso de pain\u00e9is solares em casas e fazendas solares continua muito aqu\u00e9m da capacidade de gera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>No m\u00eas de setembro, foi atingida a marca de 600 mil sistemas de gera\u00e7\u00e3o de energia solar instalados no Brasil de acordo com dados da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel). Atualmente, a energia solar j\u00e1 representa 2,1% de toda a oferta de energia el\u00e9trica no Pa\u00eds, percentual que esteve em 1,7% at\u00e9 o ano passado. A pot\u00eancia das unidades geradoras instaladas no Brasil soma atualmente 6,8 gigawatts, o suficiente para atender cerca de 4,5 milh\u00f5es de resid\u00eancias populares. Isso representa quase metade da pot\u00eancia total instalada em Itaipu, a maior hidroel\u00e9trica do Pa\u00eds, que \u00e9 de 14 gigawatts.<\/p>\n<p>Em novembro deste ano, o Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS) informou que a gera\u00e7\u00e3o de energia solar fotovoltaica registrou pico de 2.715 megawatts (MW) na gera\u00e7\u00e3o no Nordeste. O n\u00famero representa 23,1% da demanda atual da regi\u00e3o e ainda \u00e9 um recorde em compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas de outubro.<\/p>\n<p>Levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) divulgado em abril de 2020, mostra que o modelo de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda ultrapassou 5 GW de pot\u00eancia operacional no Brasil e acumula 12,8 bilh\u00f5es em investimentos desde 2012, em todas as regi\u00f5es do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O Estado com maior capacidade instalada \u00e9 Minas Gerais, com 456,5 MW de pot\u00eancia at\u00e9 2020. Na sequ\u00eancia, v\u00eam Rio Grande do Sul, (348,2 MW); S\u00e3o Paulo (297,2 MW); Paran\u00e1 (214,4 MW); e Mato Grosso (147,9 MW).<\/p>\n<p>O Nordeste aparece na nona coloca\u00e7\u00e3o nacional com os n\u00fameros do Cear\u00e1 (83,8 MW). A capital cearense, Fortaleza, desponta como a quarta onde h\u00e1 mais investimentos no setor, operando, at\u00e9 2020, com 25,3 MW. S\u00e3o mais de 14 mil conex\u00f5es e 206,3 MW instalados, que beneficiam 18,4 mil consumidores em 98,4% dos 184 munic\u00edpios cearenses.<\/p>\n<p>O Brasil est\u00e1 na 9\u00aa coloca\u00e7\u00e3o do ranking anual global, no qual os cinco primeiros s\u00e3o China, Estados Unidos, Vietn\u00e3, Jap\u00e3o e Alemanha.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Inclus\u00e3o social<\/h2>\n<p>Al\u00e9m de diversificar a matriz energ\u00e9tica do Pa\u00eds com um modelo que reduz danos ambientais e a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, a energia solar no modelo residencial pode funcionar como pol\u00edtica de inclus\u00e3o social e combate \u00e0 pobreza, principalmente na regi\u00e3o Nordeste, uma das mais ensolaradas do mundo.<\/p>\n<p>C\u00e1lculos da Absolar projetam, para o Brasil de at\u00e9 2035, um incremento de mais de 672 mil novos empregos nos segmentos de microgera\u00e7\u00e3o e minigera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda solar fotovoltaica. A organiza\u00e7\u00e3o ainda prev\u00ea a gera\u00e7\u00e3o de mais de R$13,3 bilh\u00f5es em benef\u00edcios l\u00edquidos para todos os consumidores brasileiros, inclusive os mais pobres, por gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda de energia.<\/p>\n<p>O modelo tem capacidade para servir ao combate \u00e0 pobreza, principalmente no Nordeste, onde o potencial de gera\u00e7\u00e3o de energia solar \u00e9 comparado ao do deserto do Saara, por exemplo, explica Heitor Scalambrini Costa, professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cVejo como uma realidade concreta para a regi\u00e3o nordestina a enorme capacidade da gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda da energia solar. A energia solar fotovoltaica em telhados, fachadas e pequenos terrenos \u00e9 uma grande impulsionadora de um dos poucos setores que tem crescido, com potencial gera\u00e7\u00e3o de renda e empregos de qualidade no Brasil\u201d, exemplifica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/solar3.jpg&#8221; alt=&#8221;Eduardo Matos, superintendente de Implanta\u00e7\u00e3o de Empreendimentos de Transmiss\u00e3o e Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica&#8221; title_text=&#8221;A energia solar fotovoltaica em telhados, fachadas e pequenos terrenos \u00e9 uma grande impulsionadora de um dos poucos setores que tem crescido, segundo o professor Heitor Scalambrini Costa&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]A energia solar fotovoltaica em telhados, fachadas e pequenos terrenos \u00e9 uma grande impulsionadora de um dos poucos setores que tem crescido, segundo o professor Heitor Scalambrini Costa[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]O coordenador executivo da Frente por uma Nova Pol\u00edtica Energ\u00e9tica para o Brasil, Joilson Costa, vai mais adiante e acrescenta que o sistema adotado no Brasil para troca de energia poderia priorizar a gera\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEm vez do sistema que foi adotado no Brasil, de medi\u00e7\u00e3o l\u00edquida, conhecido como Sistema de Compensa\u00e7\u00e3o de Energia, em que h\u00e1 apenas um balan\u00e7o, a energia do sistema injeta na rede de distribui\u00e7\u00e3o, bastaria que fosse utilizado, por exemplo, o da tarifa premium, adotado em pa\u00edses campe\u00f5es de gera\u00e7\u00e3o de energia solar. Isso consiste, basicamente, em permitir que a pessoa, al\u00e9m de gerar a energia que ela precisa para consumir, ela tamb\u00e9m possa vender o excedente para essa rede. Isso hoje, no Brasil, n\u00e3o \u00e9 permitido. Na \u00e9poca, a Aneel alegou que precisaria mudar a legisla\u00e7\u00e3o para isso\u201d, explica.<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>\u201cIsso poderia permitir o combate \u00e0 pobreza porque possibilitar a fam\u00edlias de baixa renda auferirem renda vendendo energia gerada por seus pain\u00e9is fotovoltaicos\u201d, acrescenta.<\/p><\/blockquote>\n<p>Costa pontua, ainda, que a pr\u00f3pria redu\u00e7\u00e3o na tarifa de luz provocada pela ado\u00e7\u00e3o do sistema tira a press\u00e3o da renda familiar e poderia ser adotada como pol\u00edtica p\u00fablica.<\/p>\n<p>O coordenador lembra que o perfil de resid\u00eancias com pain\u00e9is solares ainda \u00e9 de pessoas com melhores condi\u00e7\u00f5es salariais, mas que tem mudado ao longo dos anos, principalmente com os financiamentos criados.<\/p>\n<p>Banco do Brasil, Banco do Nordeste e, mais recentemente, a Caixa Econ\u00f4mica Federal, todos bancos p\u00fablicos, disponibilizam ofertas de cr\u00e9dito de at\u00e9 R$ 100 mil para compra de equipamentos e instala\u00e7\u00e3o, com prazo para pagar entre cinco e oito anos.<\/p>\n<p>O \u00faltimo relat\u00f3rio trimestral da Solarmap, plataforma anal\u00edtica do setor de Energia Solar Fotovoltaica do Brasil, lan\u00e7ado em agosto deste ano, analisou a viabilidade econ\u00f4mica de sistemas residenciais de 4 kWp nas capitais brasileiras sob quatro cen\u00e1rios: \u00e0 vista, antes da Covid-19; financiado, antes da Covid-19; \u00e0 vista durante a Covid-19; e financiado durante a Covid-19. Demonstrou-se que este \u00e9 o melhor patamar de viabilidade at\u00e9 hoje, devido \u00e0s baixas taxas de juros praticadas em mar\u00e7o de 2021.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAl\u00e9m de todas as vantagens diretas obtidas com a tecnologia fotovoltaica, quem gera energia solar conectado \u00e0 rede de distribui\u00e7\u00e3o ainda conta com benef\u00edcios fiscais relacionados \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o da energia consumida, PIS\/COFINS e ICMS. Enquanto um deles \u00e9 garantido em n\u00edvel federal, o outro est\u00e1 vinculado a leis e decretos de cada Estado. No sistema enquadrado como Gera\u00e7\u00e3o Distribu\u00edda, toda a energia excedente produzida pelo gerador \u00e9 injetada na rede el\u00e9trica e emprestada gratuitamente \u00e0 distribuidora respons\u00e1vel. Em seguida, a distribuidora compensa o consumidor por essa energia por meio de cr\u00e9ditos energ\u00e9ticos, conforme o Sistema de Compensa\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica (SCEE). Esses cr\u00e9ditos cedidos ao consumidor s\u00e3o automaticamente utilizados para abater a energia consumida da rede\u201d, diz o documento.<\/p><\/blockquote>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, antes e durante a pandemia, o custo m\u00e9dio para implementa\u00e7\u00e3o do sistema em resid\u00eancias \u00e9 de R$ 4,70 por Wp, resultando num investimento total de <strong>R$ 18.800<\/strong>. O valor serviu de base para os c\u00e1lculos das 27 capitais brasileiras.<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, antes da pandemia, o tempo de retorno do investimento de sistemas pagos \u00e0 vista nas capitais do Pa\u00eds era 4,71 anos, e de financiados, de 5,59 anos.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, a capital do Rio de Janeiro tem sido o lugar mais vantajoso para aderir a sistemas de produ\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, isso porque a tarifa de eletricidade \u00e9 a mais alta do Pa\u00eds. A tarifa \u00e9 elevada principalmente pela fatia de \u201cperdas comerciais\u201d, onde a fraude e furto de eletricidade elevam a tarifa para todas as unidades consumidoras da capital. Por isso, o consumidor que instala um sistema fotovoltaico sob a modalidade distribu\u00edda deixa de pagar pela eletricidade e tamb\u00e9m pela fraude e furto.<\/p>\n<p>O Portal Solar disponibiliza um simulador onde \u00e9 poss\u00edvel calcular o investimento necess\u00e1rio para ades\u00e3o ao sistema. Numa situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica de resid\u00eancia em Fortaleza com gasto m\u00e9dio mensal de luz de at\u00e9 R$ 180, a estimativa \u00e9 de que seriam necess\u00e1rios oito m\u00f3dulos de 345W numa \u00e1rea m\u00ednima de aproximadamente 14m\u00b2 para a produ\u00e7\u00e3o mensal de 243,19 kWp. Segundo a an\u00e1lise, o tempo de retorno do investimento viria em 68 meses, com economia anual de at\u00e9 R$ 2.246,27. O simulador est\u00e1 dispon\u00edvel aqui: <a href=\"https:\/\/www.portalsolar.com.br\/calculo-solar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.portalsolar.com.br\/calculo-solar<\/a>.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Cooperativas<\/h2>\n<p>Em Matur\u00e9ia, na Para\u00edba, 25 pessoas criaram, no in\u00edcio de 2021, uma cooperativa para compartilhamento de energia solar. Com a instala\u00e7\u00e3o, que segue em andamento, a expectativa \u00e9 de que outras 25 fam\u00edlias de agricultores tamb\u00e9m tenham acesso a partir de doa\u00e7\u00f5es de placas feitas pelos primeiros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do cuidado com o meio ambiente, a <strong>Cooperativa de Compartilhamento de Energia Solar Bem Viver<\/strong> busca um modelo de distribui\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3ximo das reais condi\u00e7\u00f5es financeiras do povo e menos danoso ao ambiente, \u201cdiferentemente dos grandes parques e usinas\u201d, explica Romero Ant\u00f4nio, diretor da Cooperativa.<\/p>\n<p>\u201cCada cooperado adquire um m\u00ednimo de quatro placas, inclusa a de doa\u00e7\u00e3o, podendo aumentar at\u00e9 certo limite e todas est\u00e3o localizadas na usina solar. O uso dessa energia \u00e9 para consumo residencial, em sua maioria\u201d, diz. Segundo Romero, a \u201cBem Viver\u201d, espera produzir energia a partir de fevereiro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>De acordo com o Brasil de Fato, a cooperativa de gera\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia solar \u00e9 uma modalidade que re\u00fane v\u00e1rios agricultores e agricultoras a fim de compartilhar entre as partes, al\u00e9m do excedente, que pode ser passado em forma de cr\u00e9dito para reduzir os gastos com a conta de luz dos consorciados em outras unidades distantes da unidade geradora.<\/p>\n<p>A Bem Viver faz parte do Projeto Cuidando da Nossa Casa Comum, e tem o intuito de aumentar, de forma consider\u00e1vel, a quantidade de consumo por meio da mini usina que ser\u00e1 instalada na \u00e1rea experimental do Centro de Educa\u00e7\u00e3o Popular e Forma\u00e7\u00e3o Social (CEPFS), em Matureia.<\/p>\n<p>O exemplo n\u00e3o \u00e9 \u00fanico no Pa\u00eds, que tem visto crescente ades\u00e3o da energia solar na zona rural. A proposta foi viabilizada ap\u00f3s revis\u00e3o da Aneel da Resolu\u00e7\u00e3o N\u00ba 482\/2012 por meio da Resolu\u00e7\u00e3o N\u00ba 687\/2015, quando modelos de neg\u00f3cio de compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda foram permitidos, incluindo cooperativas.<\/p>\n<p>Um outro exemplo \u00e9 da Cooperativa dos Cafeicultores em Minas Gerais (Coopercam), que investiu na constru\u00e7\u00e3o de uma usina de energia solar fotovoltaica para economizar mais de R$ 240 mil por ano com a instala\u00e7\u00e3o da planta em uma \u00e1rea de 4.000m\u00b2, com 192kWp de pot\u00eancia e expectativa de produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia mensal de 23.000kWh de energia. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Portal Solar Inove.<\/p>\n<p>Para forma\u00e7\u00e3o de uma cooperativa de energia solar, \u00e9 necess\u00e1rio a ades\u00e3o de, pelo menos, 20 volunt\u00e1rios que tenham interesse na gera\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria energia e no compartilhamento desta na \u00e1rea de concess\u00e3o da distribuidora ou permission\u00e1ria, em forma de cr\u00e9ditos em kWh na conta de luz, entre os cooperados e em percentuais previamente estipulados e aprovados por todos.<\/p>\n<p>Segundo o portal, excepcionalmente, \u00e9 permitida a admiss\u00e3o de pessoas jur\u00eddicas em uma cooperativa (pessoas f\u00edsicas), desde que possua o mesmo interesse ou a ele correlato ou, ainda, que seja sem fins lucrativos, conforme disposto na Lei N\u00ba 5.764\/71, artigos 24, par\u00e1grafo 2\u00ba e artigo 29, par\u00e1grafo 3\u00ba.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|25px|30px|25px|false|true&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text disabled_on=&#8221;on|on|off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font=&#8221;|600|||||||&#8221; header_4_text_color=&#8221;gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549&#8243; header_4_font_size=&#8221;20px&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; custom_padding=&#8221;40px|30px|40px|30px|true|true&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-16256ac9-e6f6-4772-a6ea-caf28ad1c549%22:%91%22text_text_color%22,%22header_4_text_color%22%93}&#8221; custom_margin=&#8221;||-2px|||&#8221;]<\/p>\n<h4>Rose Serafim<\/h4>\n<p><em>Eco Nordeste<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/solar2.jpg&#8221; alt=&#8221;Eduardo Matos, superintendente de Implanta\u00e7\u00e3o de Empreendimentos de Transmiss\u00e3o e Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica&#8221; title_text=&#8221;A economia na conta de energia el\u00e9trica tem sido o principal fator impulsionador do investimento de pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas em sistemas para produ\u00e7\u00e3o de energia fotovoltaica&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]<\/p>\n<p>A economia na conta de energia el\u00e9trica tem sido o principal fator impulsionador do investimento de pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas em sistemas para produ\u00e7\u00e3o de energia fotovoltaica<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Vantagens residenciais<\/h2>\n<p>O empres\u00e1rio Lucas Mendes Nonato \u00e9 propriet\u00e1rio da Pop Energy, que vende equipamentos para produ\u00e7\u00e3o de energia fotovoltaica. Ele conta que j\u00e1 atua na \u00e1rea desde 2017 e que atende desde projetos residenciais pequenos a usinas. Ele explica que varia entre casas de pequeno porte, por R$ 7 mil; a projetos residenciais maiores, de at\u00e9 R$ 50 mil.<\/p>\n<p>O retorno do investimento em energia solar vem pela economia na conta da concession\u00e1ria, explica Mendes. \u201cN\u00f3s atendemos desde o micro empres\u00e1rio, que est\u00e1 buscando um pouco mais de economia para o seu neg\u00f3cio, ao aposentado que j\u00e1 est\u00e1 em casa, querendo maior conforto atrelado \u00e0 economia, devido, por exemplo, \u00e0s altas tarifas de energia, que o impedem de ligar um ar-condicionado. Hoje, n\u00f3s conseguimos trazer um retorno da energia solar a curto prazo. Dependendo da forma como vai ser pago, o investimento n\u00e3o mexe muito na renda familiar e o custo que j\u00e1 existe com a energia\u201d, completa.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio afirma que o perfil da clientela varia, e vai desde fam\u00edlias de bairros perif\u00e9ricos a bairros mais nobres: \u201cA gente tem do aposentado, que ganha um sal\u00e1rio m\u00ednimo e que conseguimos facilitar para que ele consiga o empr\u00e9stimo, ao empres\u00e1rio que tem um bom lucro\u201d.<\/p>\n<p>A banc\u00e1ria Bruna Berto \u00e9 uma das clientes de Lucas. Ela adquiriu o kit h\u00e1 pouco mais de um ano. Comprou \u00e0 vista a partir de um empr\u00e9stimo consignado. \u201cO retorno esperado existe sim. Energia solar \u00e9 perfeita, perfeita, perfeita\u201d, enfatiza. E completa: \u201cN\u00f3s conseguimos climatizar a casa inteira, com dois quartos, sala e cozinha. Temos tr\u00eas aparelhos de ar-condicionado. Eu consigo passar o dia inteiro em casa com o meu ar-condicionado de 12 mil BTUS ligado. Recebemos visita e ficamos com os tr\u00eas aparelhos da casa ligados e, mesmo assim, a nossa energia n\u00e3o consegue bater o que a gente comprou de quilowatts, pois projetamos 450 kwz\u201d, destaca Berto, que informa ainda estar pagando pelo projeto.<\/p>\n<p>O excedente energ\u00e9tico produzido pelo sistema fica armazenado por at\u00e9 cinco anos, e acaba servindo durante os per\u00edodos de chuvas. \u201cVoc\u00ea consegue pagar menos e ter qualidade de vida, pois \u00e9 uma energia que voc\u00ea est\u00e1 produzindo\u201d, salienta.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;2_3,1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|25px|30px|25px|false|true&#8221; border_radii=&#8221;off|||10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>A cria\u00e7\u00e3o dos \u201cprossumidores\u201d<\/h2>\n<p>Gerar a pr\u00f3pria energia el\u00e9trica s\u00f3 foi poss\u00edvel no Brasil, legalmente, a partir de abril de 2012, quando a Aneel promulgou a sua Resolu\u00e7\u00e3o Normativa N\u00ba 482 com as regras do segmento de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda. A partir da RN, qualquer pessoa f\u00edsica (CPF) ou jur\u00eddica (CNPJ) pode instalar um micro ou minigerador pr\u00f3prio para produ\u00e7\u00e3o da energia que consome.<\/p>\n<p>O modelo de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, como o termo sugere, \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de energia descentralizada, feita a partir de sistemas geradores que ficam pr\u00f3ximos ou at\u00e9 mesmo na pr\u00f3pria unidade consumidora (como uma resid\u00eancia) e que s\u00e3o ligados \u00e0 rede el\u00e9trica p\u00fablica. Neste caso, quem adota o sistema passa a ser chamado de \u201c<strong>prossumidor<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Essa modalidade difere da tradicional gera\u00e7\u00e3o centralizada, na qual grandes usinas produzem a energia e a enviam aos consumidores por meio das linhas e redes de transmiss\u00e3o. Nas regras, a Ag\u00eancia classifica tamanhos de pot\u00eancia entre microgera\u00e7\u00e3o (inferior ou igual a 75kW) e minigera\u00e7\u00e3o (superior a 75 kW e menor ou igual a 5 MW).<\/p>\n<p>O grande marco da RN 482 \u00e9 o <strong>Sistema de Compensa\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica<\/strong>. A partir dele, toda energia excedente gerada pelo sistema solar do consumidor \u00e9 injetada na rede e concedida \u00e0 distribuidora como empr\u00e9stimo.<\/p>\n<p>Esse excedente volta para o consumidor na forma de cr\u00e9ditos energ\u00e9ticos, os quais s\u00e3o utilizados para compensar aquela energia que foi consumida da distribuidora em momentos de pouca ou nenhuma gera\u00e7\u00e3o do sistema, como no turno da noite, por exemplo.<\/p>\n<p>O esquema funciona como uma \u201ctroca\u201d entre a energia do gerador e a energia da rede. Esses cr\u00e9ditos t\u00eam ainda validade de uso de 60 meses, e podem ser armazenados para serem utilizados no futuro, quando a gera\u00e7\u00e3o solar for menor e a quantidade de cr\u00e9ditos gerados for inferior \u00e0 quantidade de energia consumida.<\/p>\n<p>As regras tamb\u00e9m definem que todo consumidor com um sistema instalado ainda deve pagar pela taxa m\u00ednima de uso e disponibilidade da rede el\u00e9trica p\u00fablica.<\/p>\n<p>Em 2015, a regulamenta\u00e7\u00e3o foi revista com a Resolu\u00e7\u00e3o Normativa N\u00ba 687. Nela, as principais mudan\u00e7as dizem respeito \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de tr\u00eas novas modalidades de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, segundo informa\u00e7\u00f5es do blog Blue Sol:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Empreendimento Com M\u00faltiplas Unidades Consumidoras &#8211; <\/strong>quando moradores de um mesmo condom\u00ednio se unem para a instala\u00e7\u00e3o de um sistema central, que ir\u00e1 gerar energia para cada um dos participantes, como tamb\u00e9m para alimentar \u00e1reas de uso comum<\/li>\n<li><strong>Gera\u00e7\u00e3o compartilhada &#8211; <\/strong>Tamb\u00e9m permite a jun\u00e7\u00e3o de dois ou mais consumidores para a instala\u00e7\u00e3o de um sistema gerador. Neste caso, os consumidores podem ser tanto pessoas f\u00edsicas (CPF) como jur\u00eddicas (CNPJ), unindo-se por meio de cooperativa ou cons\u00f3rcio e n\u00e3o precisam residir dentro de um mesmo empreendimento<\/li>\n<li><strong>Autoconsumo remoto &#8211; <\/strong>Permite ao consumidor (CPF ou CNPJ), como o nome sugere, gerar a sua energia de forma remota, fora do local (ou locais) onde ir\u00e1 consumi-la<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/solar4.jpg&#8221; alt=&#8221;Eduardo Matos, superintendente de Implanta\u00e7\u00e3o de Empreendimentos de Transmiss\u00e3o e Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica&#8221; title_text=&#8221;A energia solar foi a forma encontrada para garantir o abastecimento na Reserva Natural Serra das Almas, que fica distante da rede de distribui\u00e7\u00e3o&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]A energia solar foi a forma encontrada para garantir o abastecimento na Reserva Natural Serra das Almas, que fica distante da rede de distribui\u00e7\u00e3o[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Atende bem \u00e1reas remotas<\/h2>\n<p>Distante 35 quil\u00f4metros da sede do munic\u00edpio de Crate\u00fas, no Sert\u00e3o do Cear\u00e1, a sede da Reserva Natural Serra das Almas (RNSA) j\u00e1 utiliza energia fotovoltaica h\u00e1 mais de 20 anos. Isso porque a unidade n\u00e3o tem energia convencional. Em outro ponto da reserva, no col\u00e9gio Samuel Johnson, onde h\u00e1 o Centro de Difus\u00e3o Ambiental, havia conex\u00e3o com a rede el\u00e9trica, mas com consumo consider\u00e1vel de energia. Dessa forma, a organiza\u00e7\u00e3o decidiu aderir a um sistema mais robusto, que possibilita a produ\u00e7\u00e3o da energia dentro da reserva.<\/p>\n<p>Desde mar\u00e7o deste ano, a Associa\u00e7\u00e3o Caatinga, organiza\u00e7\u00e3o mantenedora da reserva, utiliza mais 16 pain\u00e9is instalados no Centro Ecol\u00f3gico Samuel Johnson, em dois sistemas: o on-grid e o off-grid. O primeiro capta a luz solar e a transforma em energia que ser\u00e1 inserida na rede p\u00fablica. Com isso, a carga produzida \u00e9 convertida em cr\u00e9ditos que podem ser deduzidos da conta de energia mensal.<\/p>\n<p>J\u00e1 o sistema off-grid independe da rede de distribui\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica p\u00fablica, com placas solares ligadas a cabos que levam a eletricidade produzida para baterias ligadas a alguma estrutura. O modelo se adequa idealmente a regi\u00f5es remotas e sem acesso \u00e0 rede p\u00fablica el\u00e9trica, como \u00e9 o caso da RNSA.<\/p>\n<p>\u201cO equipamento custou R$ 20.800, \u00e9 conectado \u00e0 rede da Enel e tem 5.28 kilowatts de pot\u00eancia, pensada para atender a necessidade de tr\u00eas estruturas: o Centro Ecol\u00f3gico Samuel Johnson, o escrit\u00f3rio de Crate\u00fas e o de Fortaleza. O retorno do investimento \u00e9 esperado em cinco anos e n\u00f3s escolhemos [o modelo] tamb\u00e9m por se tratar de uma energia limpa\u201d, explica Gilson Miranda coordenador de Conserva\u00e7\u00e3o e respons\u00e1vel pela RPPN Reserva Natural Serra das Almas.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Faltam pol\u00edticas p\u00fablicas<\/h2>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de energia solar, principalmente no Nordeste, ainda se encontra muito aqu\u00e9m da capacidade real de gera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. E, deixar de favorecer um uso massivo da energia solar, principalmente no Nordeste, \u00e9 uma decis\u00e3o pol\u00edtica, argumenta o professor aposentado da UFPE Heitor Scalambrini Costa: \u201cSeria essencial que pol\u00edticas p\u00fablicas fossem implementadas, e que realmente incentivassem o uso massivo da Gera\u00e7\u00e3o Distribu\u00edda (GD) da energia solar fotovoltaica para instala\u00e7\u00f5es residenciais, pequenos com\u00e9rcios, pequenas ind\u00fastrias e em \u00e1reas rurais\u201d.<\/p>\n<p>Ele explica que a GD hoje contribui aproximadamente com menos de 5% da pot\u00eancia total instalada no Pa\u00eds (pouco mais de 180 GW), muito aqu\u00e9m do grande potencial dispon\u00edvel, em particular na regi\u00e3o Nordeste, uma das mais ensolaradas do mundo.<\/p>\n<p>\u201cPoderia ao menos se esperar que em curto espa\u00e7o de tempo a pot\u00eancia instalada passasse para 20%- 25% sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 matriz el\u00e9trica\u201d, diz o professor, que tamb\u00e9m faz uma cr\u00edtica \u00e0 prioriza\u00e7\u00e3o de usinas solares em detrimento do modelo distribu\u00eddo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cPor outro lado, temos a produ\u00e7\u00e3o industrial de energia el\u00e9trica, com as grandes usinas fotovoltaicas, que concentram milhares de placas solares e produzem a energia de forma centralizada. Esta produ\u00e7\u00e3o tem acarretado v\u00e1rios problemas e impactos socioambientais que merecem uma discuss\u00e3o mais aprofundada de sua forma de implanta\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o atende \u00e0s boas pr\u00e1ticas socioambientais e contrariam a necessidade de redu\u00e7\u00e3o do desmatamento e da preserva\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o do bioma Caatinga\u201d, afirma.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Atualmente, as tr\u00eas maiores usinas fotovoltaicas do Brasil fazem parte do Conjunto Solar S\u00e3o Gon\u00e7alo, localizado no Piau\u00ed. O parque disp\u00f5e de mais de 2.2 milh\u00f5es de pain\u00e9is solares e ocupa uma \u00e1rea equivalente a 1,5 mil est\u00e1dios de futebol. Em segundo lugar, vem o Complexo Solar Pirapora, em Minas Gerais. O projeto ocupa uma \u00e1rea de 800 hectares. Na Bahia fica o terceiro maior empreendimento, o complexo fotovoltaico Sol do Sert\u00e3o, constru\u00eddo num terreno de 700 hectares.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|25px|30px|25px|false|true&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Marco Legal da gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda<\/h2>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o ainda deve passar por altera\u00e7\u00f5es em breve, j\u00e1 que tramita no Senado Federal o Projeto de Lei N\u00ba 5.829\/2019. De autoria do deputado federal Silas C\u00e2mara (Republicanos), o PL acrescenta pontos sobre o consumo de energia solar ao artigo 26 da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9427cons.htm\">Lei N\u00ba 9.427\/1996<\/a>, que instituiu a Aneel.<\/p>\n<p>Caso aprovado, o artigo 26 passaria a ter os seguintes pontos:<\/p>\n<ul>\n<li><em>1\u00ba- D \u2013 Os microgeradores, com pot\u00eancia instalada menor ou igual a 75 kW (setenta e cinco quilowatts) e os minigeradores, com pot\u00eancia instalada superior a 75 kW (setenta e cinco quilowatts) e menor ou igual a 3.000 kW (tr\u00eas mil quilowatts), ter\u00e3o 50% (cinquenta por cento) de redu\u00e7\u00e3o nas tarifas de uso dos sistemas de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o e nos encargos, incidindo nas unidades consumidoras nas quais a energia excedente ser\u00e1 compensada.<\/em><\/li>\n<li><em> 1\u00ba- E \u2013 Para os microgeradores e minigeradores de que trata o \u00a7 1\u00ba-D que solicitaram acesso \u00e0s distribuidoras de energia, conforme regulamenta\u00e7\u00e3o da ANEEL, at\u00e9 o dia 31 de mar\u00e7o de 2020, ter\u00e3o redu\u00e7\u00e3o de 100 % (cem por cento) de desconto nas tarifas de uso dos sistemas de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o e nos encargos, incidindo nas unidades consumidoras nas quais a energia excedente ser\u00e1 compensada, at\u00e9 31 de dezembro de 2040, n\u00e3o se aplicando a redu\u00e7\u00e3o dos custos de disponibilidade ou de demanda contratada.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Na pr\u00e1tica, a medida representa uma forma de reduzir custos para os prossumidores e, com isso, democratizar a energia solar no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Um artigo conjunto de Jonas Becker, diretor-presidente da ECO Solu\u00e7\u00f5es em Energia e coordenador estadual da Absolar no Cear\u00e1; Rodrigo Sauaia e Ronaldo Koloszuk, respectivamente, CEO e presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Absolar, explica que a aprova\u00e7\u00e3o do marco pode trazer mais de R$ 139 bilh\u00f5es em investimentos e gerar mais de um milh\u00e3o de novos empregos no Brasil nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>\u201cEle [o PL] cria um arcabou\u00e7o legal para a modalidade, trazendo seguran\u00e7a jur\u00eddica e garantindo, em Lei, o direito do consumidor de gerar e consumir a pr\u00f3pria energia a partir de fontes limpas e renov\u00e1veis. Isso contribui para reduzir os custos da conta de luz dos consumidores, diminuindo o uso das termel\u00e9tricas f\u00f3sseis e as perdas el\u00e9tricas do sistema, entre diversos outros benef\u00edcios\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/solar5.jpg&#8221; title_text=&#8221;Uma vez operando em sua capacidade total, a planta de 608 MW da usina S\u00e3o Gon\u00e7alo, no Piau\u00ed,  ser\u00e1 capaz de produzir mais de 1.500 GWh por ano&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; force_fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]Uma vez operando em sua capacidade total, a planta de 608 MW da usina S\u00e3o Gon\u00e7alo, no Piau\u00ed,  ser\u00e1 capaz de produzir mais de 1.500 GWh por ano[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;2_3,1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|25px|30px|25px|false|true&#8221; border_radii=&#8221;off|||10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>N\u00e3o existe energia limpa<\/h2>\n<p>O professor Scalambrini destaca que adjetivar qualquer modelo de gera\u00e7\u00e3o de energia de \u201climpo\u201d, al\u00e9m de ser uma afirma\u00e7\u00e3o mentirosa, pode ser uma forma de dar \u201clivre acesso\u201d ao setor. \u201cVerdadeira fal\u00e1cia afirmar que existe energia limpa. <strong>N\u00e3o existe energia limpa<\/strong>\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>\u201cExistem sim as <strong>sujas <\/strong>(petr\u00f3leo e seus derivados, g\u00e1s natural e carv\u00e3o mineral, al\u00e9m dos min\u00e9rios radioativos); <strong>menos sujas<\/strong> (fontes renov\u00e1veis de energia como o Sol, vento, a biomassa), que podem se tornar sujas, caso n\u00e3o atendam \u00e0s boas pr\u00e1ticas socioambientais na implanta\u00e7\u00e3o de projetos centralizados de gera\u00e7\u00e3o solar, as chamadas usinas solares\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Os impactos socioambientais come\u00e7am na fabrica\u00e7\u00e3o dos pain\u00e9is fotovoltaicos, que s\u00e3o de sil\u00edcio. A extra\u00e7\u00e3o desse material implica na degrada\u00e7\u00e3o do meio f\u00edsico, polui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pela atividade de minera\u00e7\u00e3o, emiss\u00e3o de p\u00f3 s\u00edlica, dentre outros problemas.<\/p>\n<p>J\u00e1 a instala\u00e7\u00e3o de usinas, que implica no uso de grandes \u00e1reas, leva \u00e0 perda de habitat natural para os animais, de vegeta\u00e7\u00e3o e ainda \u00e0 especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria para as popula\u00e7\u00f5es que residem pr\u00f3ximo aos empreendimentos.<\/p>\n<p>Em agosto do ano passado, moradores do Assentamento Ant\u00f4nio Conselheiro I, em Taracatu, Pernambuco, protestaram contra a Enel Green Power, que implantou no local o primeiro parque de energia h\u00edbrida (solar e e\u00f3lica) do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es do Brasil de Fato, na \u00e9poca, 300 fam\u00edlias de seis agrovilas reclamavam a falta de gera\u00e7\u00e3o de empregos para os moradores e de indeniza\u00e7\u00f5es pelos impactos causados pela implanta\u00e7\u00e3o da rede de alta tens\u00e3o, que estava sendo ampliada pela empresa.<\/p>\n<p>\u201cEstamos reivindicando um projeto produtivo da comunidade como uma compensa\u00e7\u00e3o pelo que a empresa vai gerar e j\u00e1 vem gerando desde 2015 pelas implanta\u00e7\u00f5es de placas de energia solar e torres de energia\u201d, afirmou, \u00e0 \u00e9poca, o agricultor Auric\u00e9lio Souza Nunes, representante da Agrovila Carlos Marighella.<\/p>\n<p>Negocia\u00e7\u00e3o entre o Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra) e a empresa Enel Brasil resultou na promessa de instala\u00e7\u00e3o mini usinas nas comunidades, com capacidade de at\u00e9 2.500 quilowatts por m\u00eas. Segundo informa\u00e7\u00f5es publicadas pelo \u00f3rg\u00e3o governamental, a ideia \u00e9 possibilitar que os agricultores possam irrigar as lavouras ao custo de energia reduzido.<\/p>\n<p>Scalambrini explica que, em \u00e1reas de clima Semi\u00e1rido, o principal impacto diz respeito ao desmatamento do bioma Caatinga para a instala\u00e7\u00e3o das centenas e milhares de placas solares em \u00e1reas cont\u00ednuas.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO uso da terra exclusivamente para a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica poderia ser evitado associando, na mesma \u00e1rea, produ\u00e7\u00e3o de energia e planta\u00e7\u00e3o de produtos alimentares. Tecnologia existe e est\u00e1 dispon\u00edvel, chamada de \u2018agrofotovoltaico\u2019\u201d, diz.<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>\u201cMoradores que muitas vezes tiram seu sustento da pequena propriedade, est\u00e3o abandonando seus territ\u00f3rios. Logo, o que devia ser para melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida destas popula\u00e7\u00f5es, acaba se tornando uma amea\u00e7a ao modo de vida dos que escolhem viver nas \u00e1reas rurais\u201d, complementa.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cO problema, nesse caso, n\u00e3o \u00e9 a fonte, mas como ela est\u00e1 sendo implementada\u201d, diz Joilson. Segundo o engenheiro eletricista, a gera\u00e7\u00e3o local \u00e9 que a tem menos impacto socioambiental, pois utiliza, normalmente, o teto das casas, uma \u00e1rea em desuso, n\u00e3o destr\u00f3i habitat de animais nem vegeta\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o provoca conflitos fundi\u00e1rios.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAs vantagens s\u00e3o essas: voc\u00ea est\u00e1 utilizando, para gerar energia el\u00e9trica, a possibilidade que gera o menor impacto socioambiental, que n\u00e3o viola direitos de comunidades, direitos humanos, n\u00e3o gera conflitos. Sem falar que \u00e9 a possibilidade que gera, hoje, uma economia consider\u00e1vel na renda mensal das fam\u00edlias brasileiras\u201d, conclui.<\/p><\/blockquote>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/solar6.jpg&#8221; alt=&#8221;Eduardo Matos, superintendente de Implanta\u00e7\u00e3o de Empreendimentos de Transmiss\u00e3o e Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica&#8221; title_text=&#8221;Um sistema solar, montado pelo pr\u00f3prio usu\u00e1rio, em Natal (RN), garante \u00e1gua quente nos chuveiros o ano inteiro&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;|-25px||-25px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text admin_label=&#8221;Legenda&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66&#8243; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; custom_margin=&#8221;10px||||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-4008f5de-45a7-4e53-a110-878e8db33d66%22:%91%22text_text_color%22%93}&#8221;]Um sistema solar, montado pelo pr\u00f3prio usu\u00e1rio, em Natal (RN), garante \u00e1gua quente nos chuveiros o ano inteiro[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Criatividade<\/h2>\n<p>Em Natal, no Rio Grande do Norte, o militar da reserva Marcelo Sales de Ara\u00fajo, 55, encontrou uma maneira de fugir dessas quest\u00f5es financeiras e socioambientais para conseguir usufruir minimamente dos benef\u00edcios de pain\u00e9is solares.<\/p>\n<p>Ele \u201ccriou\u201d uma esp\u00e9cie de painel solar pr\u00f3prio para uso em casa. &#8220;Um painel foi todo de pvc, e o outro foi de sucata. Meu pai pegou v\u00e1rias garrafas PET, cortou para caber o cano na parte da tampa e pintou de preto&#8221;, explica Daniel Valente, filho de Marcelo.<\/p>\n<p>O rapaz conta que os pain\u00e9is funcionam para aquecer os chuveiros da casa. S\u00e3o dois equipamentos, instalados em pontos onde n\u00e3o h\u00e1 sombra. Por conta deles, ao longo de quase todo o ano, a \u00e1gua fica quente 24h por dia. Salvo apenas nos dias mais frios. \u201cA economia com chuveiro el\u00e9trico fez o retorno ser mais do que o esperado\u201d, afirma Daniel, que explica economizar at\u00e9 R$ 80 na conta de luz.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.13.0&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|25px|30px|25px|false|true&#8221; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_vertical=&#8221;0px&#8221; box_shadow_blur=&#8221;30px&#8221; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em setembro de 2021, foi atingida a marca de 600 mil sistemas de gera\u00e7\u00e3o de energia solar instalados no Brasil de acordo com dados da Aneel<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":915,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"project_category":[156],"project_tag":[],"class_list":["post-689","project","type-project","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","project_category-solar"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project\/689","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project"}],"about":[{"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/types\/project"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=689"}],"version-history":[{"count":21,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project\/689\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":983,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project\/689\/revisions\/983"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/media\/915"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"project_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project_category?post=689"},{"taxonomy":"project_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasustentavel.com.br\/energias-do-nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/project_tag?post=689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}